A formação da elite colonial

A formação da elite colonial

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A formação da elite colonial
Brasil c.1530- c.1630
 
A colonização do Brasil ode ser analisada através da divisão de tarefas entre a Coroa portuguesa e seus vassalos. Quase ausente nos primeiros tempos, a Coroa assumiria, após a criação do Governo-geral, papel cada vez maior, sem nunca abandonar o auxílio dos vassalos.
O historiador Rodrigo Ricupero mostra neste livro que as tarefas necessárias para a colonização das novas terras só podiam ser assumidas por vassalos com recursos. Os serviços prestados exigiam cabedais, mas os prêmios recompensadores estimulavam novos empenhos em escala crescente. A lógica era que o dinheiro gasto voltaria multiplicado em mercês diversas, materiais (terras, cargos etc.) ou simbólicas. 
No Brasil, a distribuição de mercês, ao reforçar o poder econômico, também permitiria ou facilitaria a prestação de novos serviços. Constituía-se uma elite detentora de recursos, proprietária de terras e escravos, comprometida com o processo de ocupação e que forneceria os quadros para administração colonial. Esse processo, ao associar a elite ao governo, além de dividir as tarefas entre a Coroa e os vassalos, reforçava os laços de solidariedade, garantindo a fidelidade destes à metrópole.
O período de formação da nascente elite colonial teria ocorrido de 1530 – início da colonização de fato – até meados do século XVII. Nesse período de conquista e consolidação do domínio português da costa atlântica, entre São Vicente e Belém, cada etapa de avanço serviu para o fortalecimento da elite colonial, possibilitando a ocupação de novas terras e o cativeiro de milhares de índios.
Os dois movimentos – de formação da elite colonial e de conquista e consolidação da fachada atlântica – foram paralelos e complementares. E, dado que a necessidade de defesa do território recém-conquistado exigia o povoamento e a instalação de uma estrutura produtiva, pode-se apontar que a dinâmica colonial, nos moldes do chamado Antigo Sistema Colonial, estruturou-se nessa etapa.
 
Sobre o autor: Rodrigo Ricupero é Doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo, pesquisador  da Cátedra Jaime Cortesão e atualmente desenvolve um projeto de Pró-Doc/Capes no Programa de Pós-Graduação em História Econômica da USP.

 

 

ISBN: 978-85-98325-84-2

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0,615